Viagem de Sabores

Vamos iniciar uma viagem cultural pela gastronomia de 14 países e pelo Brasil, trazendo conhecimentos, curiosidades e muitas receitas com sorvetes, realizadas com iguarias típicas de cada país homenageado.
Este é um projeto da empresa Duas Rodas (www.duasrodas.com.br) em parceria com Sorvetes Colorê (www.sorvetescolore.com.br).

sábado, 16 de junho de 2012

Gastronomia Francesa

Olá, pessoal!
Na culinária, falar sobre a França é um capítulo à parte. É o berço dos mais famosos chefes e referência  mundial da alta gastronomia. Destaque para os carros-chefes da culinária francesa: Foie Gras, Quiches, Crepes e Camembert, que se popularizaram mundo a fora e são um sucesso. O interessante na culinária francesa é que os sabores estão classificados por regiões, em cada localidade existe uma especialidade famosa. Citemos algumas:
·         Alsacia – Lorenaà Tradição de festas e banquetes, os exemplos mais conhecidos são “Choucroete” (couve, batatas e bacon) e a quiche Lorraine (torta de queijo, bacon e fiambre).
·         Aquitania à Localidade que se orgulha de suas tradições e faz a festa da mesa. Criadora da famosa “Garbure” (sopa espessa de couve) e do Caviar de Gironde (Ovos de Esturjão).
·         Auvergne à Destaque para a culinária tradicional, renovada com toques do Chef. Responsáveis por “La Potée” (Porco, batata, cenoura, couve e cebola), Galo ao vinho, “Tripoux” (novilha, bacon, cebola e vinho), “Millards” (Pastel de cerejas), “Pompes” (pastéis de maçã), “Fouasse” (bolo de leite) e muitas outras receitas com cara de caseirinhas.
·         Bretanha à Berço dos frutos do mar. Especialista em Cotriade (sopa de mariscos) e crepes doces e salgados.
·         Borgonha à Famosa pelos vinhos, mostarda Dijon e o famoso Scargot.
·         Val de Loire à Tem como produtos típicos lentilhas verdes, queijo de cabra, “La mique” (Sopa de verduras com porco) e a “Tarte Tartin” (torta que leva o nome de suas criadoras: Caroline e Stephane. Conta a lenda que elas estavam assando a torta de maçã e a mesma virou. Elas colocaram de volta na forma, mas ao invés).
·         Champanha-Ardenas à Berço do Champanhe e das trufas.
·         Córsega à Especialista em embutidos e frutos do mar. Destaque para o “Brocain” (doce de leite de cabra ou ovelha) e licores de feitos com frutos e flores, chamados “Mirto”.
·         Languedoc-Roussillon à Localidade especialista em ervas, ostras, pratos com carne de sapo, escargots e crème brulée.
·         Midi-Pyrénées à Destaque para as carnes de cordeiro, ganso, toucinho, acompanhados de bom vinho, temperos e queijos com purê de batatas.
·         Nord Pas-de-Calais-Picardia à Tem como principais representantes da sua gastronomia, carne de coelho, sopas de novilhas e vegetais, além de pratos típicos com coelho e pato.
·         Normandia à Especialista em cidras, licores e queijos. As melhores cidras vêm dessa região da França e garantem uma boa digestão quando acompanham a refeição.
·         Pays de La Loire à Tem como especialidade patês caseiros, vinhos e as brioches tradicionais.
·         Poitou-Charentes à Oferece diversas opções de pratos com frutos do mar, cordeiro, sempre acompanhados de queijo e sopa de caracóis.
·         Provença-Alpes Costa Sul à Nesta região, é possível conferir “Boillabasse” (sopa de pescado), “Taïole” (maionese com azeite e alho), “Tapanade” (purê de azeitonas negras misturado com alcaparras, anchova e atum), “La Pissaladière” (torta de cebola com molho de anchovas e azeitonas negras), “Salada Niçoise” (tomates, alcachofras, pimentões, ovos duros, azeitonas negras e azeite) e os doces “Calissons”.
·         Rhône-Alpes à É o cenário perfeito para apreciação da gastronomia francesa. Com chalés, montanhas e muitas árvores, esta região oferece Fondues, “Gratin Dauphinois” (mistura de batatas, ovos e leite), Salsichão de Lyon, salsicha quente com amêndoas e pistache, polvo com nata e as mais saborosas sobremesas: Nougat de Montelimar (açúcar, mel, ovos, baunilha e amêndoas) e o Marrom Glacê.
Os franceses têm um grande amor pela vida, gostam de aproveitar a noite e isso se reflete na sua gastronomia. Os pratos são degustados vagarosamente, se tornando um evento de enorme prazer, estimulando os chefes a criarem cada vez mais pratos elaborados para um paladar refinado. Nas cidades francesas, você encontra muitos cafés e restaurantes. Eles são o point inicial das badaladas e agitadas noites da França.
Essa tradição gastronômica da França começou no século XVIII, quando foi inaugurado o primeiro restaurante do mundo. Enquanto todos viam a refeição como uma saciedade biológica, os donos do restaurante criaram pratos terapêuticos com o intuito de reestruturar pessoas doentes.
Com o tempo, essa idéia ganhou força e novos restaurantes surgiram, servindo o caldo revigorante. Os indivíduos que tinham alguma moléstia, deixaram o constrangimento de lado e começaram a freqüentar esses restaurantes. Eles ganharam o nome de restaurantes room e cumpriam sua função de devolver-lhes a saúde.
Mas, os aristocratas da época não gostaram da idéia de apenas os doentes poderem aproveitar de um lugar específico para alimentação e, começaram a freqüentar os restaurantes. Assim, com a queda da Bastilha e a Revolução Francesa, essas casas foram fechadas por terem perdido totalmente a sua concepção inicial. A Revolução Francesa teve grande influência na política, na cultura e principalmente nos costumes do país.
Apesar das casas especializadas terem sido abortadas, o costume permaneceu. Na corte real francesa, os banquetes eram grandiosos, regados a molhos aveludados e condimentos. Assim, o mundo se rende à culinária. O uso da manteiga, de molhos e temperos passam a fazer parte da cozinha tradicional.
Em Paris, os restaurantes ganharam nova roupagem e começaram a ser um local seguro para a transição da monarquia para a democracia. O aparecimento de um gênero literário até então desconhecido, a literatura gastronômica, conferiu status a pratos como ostras e champanhe e atraiu a atenção dos turistas. Americanos e ingleses iam à capital francesa para descobrir os segredos de sua sofisticação em restaurantes.
A culinária francesa teve o seu apogeu no meio do século XIX. Hoje, existem os fast-foods na França, sendo inevitável essa praticidade em um momento de tanta “correria” diária. Mas, os apreciadores da verdadeira culinária francesa não aderiram a essa alimentação rápida. Para eles, o importante é a escolha dos alimentos e todo o processo utilizado no preparo dos pratos, que os deixam mais saborosos e diferenciados dos demais. Cozinhar é uma arte francesa.
No próximo post, vamos falar sobre algumas curiosidades da França... São bem legais... Aguardem!
À toute à l'heure!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

França dos apaixonados

Olá, pessoal!
Vamos começar nossa viagem pela França, aproveitando o ensejo do Dia dos Namorados no Brasil, para falar e curtir os sabores do país mais romântico do globo! E falando nisso, vocês sabem de onde vem essa fama de país dos apaixonados? Ah! Então vamos saber isso e muito mais sobre esse lugar fascinante que é a França!
A França é considerada nação dos artistas em geral. Vêm de lá os maiores nomes das artes, tanto pintores, escultores, atores, músicos e escritores. À nível cultural é um dos países mais importantes do mundo, onde as manifestações culturais se destacaram ao longo da história com uma vasta lista de tradições. Os franceses são os maiores vencedores de Prêmio Nobel de Literatura e na época do romantismo, a música gravitava em torno da França (vem daí a fama de país dos apaixonados – música é sempre música, mais marcante impossível).
Para deixá-la ainda mais irresistível, sua arquitetura contribui bastante com cenários apropriados para cultura, artes, encontros amorosos e apreciação da alta gastronomia. Os celtas deixaram seus monólitos, durante o Império Romano, foram erguidos templos deslumbrantes e pontes históricas, isso sem contar com as catedrais góticas como Notre Dame, Amiens e Chatres. Existem castelos e palácios espalhados por todo o país em muitos estilos diferentes. Destaque para o Louvre (estilo barroco), a Torre Eiffel (estilo moderno), o Arco do Triunfo e o Teatro da Ópera que retratam bem a arquitetura francesa.
Alguns nomes se destacaram na França e ajudaram a construir a cultura local. São eles: Voltaire, Descartes, Sastre, Zola, Montesquieu, Russeau e outros artistas estrangeiros que fizeram história na França, como: Luíz Buñuel, Pablo Ruiz Picasso, Mario Vargas Llosa, Gabriel García Márquez, James Joyce, Oscar Wilde, Chopin, Leonardo da Vinci e Van Gogh. No século XX os irmãos Luminiére se destacaram nas artes audiovisuais, sendo os primeiros cineastas da história mundial.
No nosso próximo encontro, vamos falar sobre a gastronomia francesa, que nos trouxe muitos sabores especiais que conquistaram o nosso paladar.
Até lá.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Toucinho do céu - muita história por trás de um doce!

Olá, pessoal!
Vou contar hoje a história de uma cidade famosa por seus doces, principalmente o toucinho do céu. Tenho certeza de que vão se apaixonar por esse lugar tão especial e rico em cultura.
A cidade portuguesa de Guimarães ficou muito famosa por seu Convento Santa Clara, de onde surgiram muitas iguarias tradicionais do país. Ele foi fundado no século XVI e fechado no ano de 1834 quando um decreto republicano proibiu as ordens religiosas. Nesses dois séculos de história, as freiras criaram muitos sabores, em sua maioria, à base de ovos e açúcar, sendo o mais famoso, o toucinho do céu (Bacon for Heaven).
Esse doce fez com que a cidade de Guimarães fosse esquecida por ser o berço da nação, onde os portugueses se libertaram da Espanha, para ser lembrada como o berço do Bacon for Heaven, mostrando como a gastronomia influencia na cultura de um povo.
Tudo começou quando as freiras recebiam 6$400 réus por mês para suas despesas. Elas achavam pouco e por isso, resolveram fazer doces para vender fora, aumentando a renda. Os doces predicados dessas irmãs ganharam fama e logo estavam durante o período de festas, trabalhando mais com os doces que com as missões religiosas. Sendo assim, em 1758, o Arcebispo de Braga proibiu-as de praticarem as artes pasteleiras da véspera do Advento até o dia 7 de janeiro, a fim de se dedicarem a Deus. Em 1760, essa proibição foi maior, iniciando-se em 15 de outubro, dia de Santa Teresa.
Mesmo com tantas restrições aos doces, eles ainda davam o que falar. Então em 1769, o mesmo Arcebispo D. Gaspar, proibiu as freiras de venderem os doces para qualquer membro eclesiástico e só era permitida a feitura destes em caso de moléstia na família, em quantidades pequenas, suficientes para os dias de enfermidade, impedindo que as sobras fossem comercializadas. Essa medida valia do dia 15 de outubro (Santa Teresa) até o dia 6 de janeiro (Dia de Reis).
Diante de muitos protestos, as freiras resolveram negociar com o Arcebispo e ganharam a permissão para fazer doces de forno até o dia de todos os santos (1º de novembro). Paravam a fabricação até o dia de Reis. Esse fato ocorreu em 1771. Em dezembro desse mesmo ano, as freiras voltaram a negociar com o clero a permissão para confecção de chouriças, alegando que a alimentação era fraca e precisavam se nutrir bem para dar conta das funções religiosas decorrentes do Natal. A permissão foi concedida, mas tinha um truque: existiam chouriças com açúcar!
Em 1776 acabou esse problema, porque a abadessa reclamou os direitos do Convento de Santa Clara de comercializar doces, quando todos os outros conventos de Guimarães o faziam, menos o delas. O arcebispo não teve saída e liberou a venda dos doces clarentianos.
A fama do toucinho do céu de Santa Clara vem de um episódio ocorrido em 1564. Nesse período, 2/3 dos rendimentos e frutos da Igreja de Santa Cristina de Arões foram destinados ao Convento de Santa Clara. Por isso, todo dia 24 de julho (Dia de Santa Cristina), as freiras mandavam ao Abade de Arões uma caixa de Toucinho do Céu, com nove unidades, para adoçar sua boca e ele não atrasar a remessa de rendimentos... Em 1757, o Abade achou que a quantidade de doces era injusta e então, queixou-se ao Juiz do foro de Guimarães, que não lhe deu razão. Este então foi ao foro do Porto queixar-se da quantidade “pequena” de toucinhos do céu que recebera das freiras. O juiz do Porto compartilhou da mesma sentença de Guimarães e a partir de 1760 deixou de receber o agrado das freiras de Santa Clara. Que história, não?!
As últimas freiras do extinto Convento de Santa Clara foram Ana Angelina e Antônia Amara, que estiveram presentes na Exposição Industrial de doces, organizada por Alberto Sampaio, em 1884. Lá estava o tão aclamado Toucinho do Céu!
O toucinho do céu tradicional é composto por um bolo rico em ovos e amêndoas. É um pão-de-ló com amêndoas. Porém, com o passar do tempo, ele foi elaborado de outras formas, ganhando chila, leite de coco fresco, coco ralado e feito com massa mil folhas ao forno.
Mas, preste muita atenção: não chame um doce que não seja o tradicional Bacon for Heaven por esse nome em Guimarães! É um verdadeiro insulto!
Para comer assistindo: Os imortais, 2003, direção: Antônio Pedro Vasconcelos. Ouvindo: O pastor, do grupo português Madredeus, que trás uma nova leitura para o tradicional Fado.
Fico por aqui e logo trago mais novidades da nossa Viagem de Sabores para você!
Até a próxima!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Portugal, Porto de Cultura e Tradição

Olá, pessoal!
Vamos começar nossa viagem por Portugal, falando um pouco sobre suas origens, cultura, costumes, gastronomia e finalmente, nossa homenagem a esse país tão rico e acolhedor.
Portugal é um país de origem ibérica. Foi povoado por fenícios, celtas, iberos, gregos e cartagineses. De toda essa mistura, vem os lusitanos, em sua maioria, de pela morena clara, estatura mediana, olhos e cabelos castanhos.
Através de tantos povos, o país desenvolveu uma forte tradição católica, presente na sua cultura, gastronomia e festas. Em Portugal, existem muitos conventos antigos, que trazem uma carga histórica bem forte e presente até hoje na vida de seu povo. Tanto que grande parte dos doces portugueses foi criada por freiras e são feitos à base de ovos, farinha e açúcar.
Portugal é conhecido também por suas festas populares, em devoção aos santos, mas bem parecidas com cultos pagãos. Esse costume foi muito difundido no Brasil e hoje ainda seguimos essas tradições, como as Festas Juninas, onde se pula fogueira, come-se sardinhas na brasa e se curte música popular. Existem ainda as quermesses, as exibições de dança e música que acontecem sempre no país. Portanto, se você visitar Portugal, com certeza encontrará uma manifestação festiva nas ruas e poderá participar.
Outras tradições portuguesas são o fado - estilo musical bastante conhecido pelo mundo, a literatura, marcada por Saramago, Camões e Fernando Pessoa, os vinhos, principalmente o famoso Vinho do Porto (não é apenas na cidade do Porto que existem bons vinhos em Portugal. Várias outras cidades portuguesas produzem um excelente vinho, mas não são famosas como o Porto) e a culinária, que é claro, um capítulo à parte.
No vestuário dos portugueses, predominam as cores vermelha, preta e branca. As mulheres usam roupas chamativas, colares longos e gostam de uma produção exagerada. O luto ainda é muito comum, principalmente em cidades do interior e o barrete (veste litúrgica) é utilizado em muitas ocasiões, predominando as cores vermelha e verde.
A culinária portuguesa é variada com evidência para especialidades típicas de cada região do país, formadas a partir de tradições e ingredientes locais. É o mar que imprime a característica mais marcante à culinária portuguesa. As especiarias, vindas do oriente, dão um sabor especial à gastronomia e são bem características no preparo dos doces. Outra marca de Portugal, são as entradas, desde as mais simples, até as mais sofisticadas e as sopas antes da refeição principal.
O peixe é o “carro chefe” de Portugal, principalmente o bacalhau, que apesar de ter o seu auge no Natal, é servido o ano inteiro e faz o mesmo sucesso de sempre. Na parte das carnes, o destaque fica por conta do leitão assado. As feijoadas e o “cozido” também são muito apreciados em Portugal.
Outra especialidade portuguesa, são os queijos. Feitos com leite de vaca, cabra, búfala ou a mistura desses leites, que geram um queijo espetacular e de sabor inigualável.
Não podemos deixar de falar um pouco sobre os doces portugueses. A maioria deles são feitos a base de farinha, ovos e açúcar. Alguns são bem curiosos...
·         Barriga de freira: Foi criado por freiras, no século XVII e é feito de hóstias da Igreja recheadas com creme de ovos.
·         Cavacas: É um biscoito português, também vindo dos conventos.
·         Maravilha de Portugal: É feito da massa de pão-de-ló, com baba de moça, muito tradicional e criado por freiras no século XVII.
·         Ovos moles de Aveiro: Também invenção das freiras de Aveiro, devido ao fato de usarem claras de ovos para engomar os hábitos. Para não desperdiçar as gemas, utilizaram-nas nesse doce.
·         Pão-de-ló: É um conhecido bolo, feito a base de ovos, farinha e açúcar. Em Portugal, existem variações acerca dele, dependendo da região.
·         Pastel de Belém: Também conhecido como pastel de nata, é o doce mais popular e mais conhecido de Portugal.
·         Pastel de Coimbra: Mesma base de ovos, farinha e açúcar, porém, com amêndoas.
·         Pastel de Santa Clara: É um folheado suave com creme de ovos. Vem de um convento chamado Santa Clara.
·         Quindim: Doce feito a base de gemas de ovos, açúcar e coco ralado. Curiosamente, essa versão com coco ralado é do nordeste brasileiro!
·         Rabanada: É uma fatia de pão de trigo ou baguete, embebida no leite, vinho ou calda de açúcar, passada em ovos e frita.
·         Torta de amêndoas: Mesma base dos doces portugueses, com amêndoas no creme de ovos. É tradição nos casamentos e promete prosperidade.
·         Toucinho do céu: Doce a base de ovos e leite de coco.
O povo português é muito acolhedor, simpático, poeta popular, bom contador de histórias, tira partido até da adversidade para fazer humor e aligeirar as agruras da vida. Bem se vê de onde herdamos nosso senso de humor!
É por essas e outras que devido ao fato da maioria dos doces portugueses terem sua origem nos conventos, o povo “dá graças aos céus” por tantas maravilhas gastronômicas, que homenageamos esse país com o sorvete de “Toucinho do Céu”.
No próximo post, conto a história dele para vocês.
Até lá!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Arroz Doce

Olá apreciadores de sorvetes exóticos!
Hoje vamos falar um pouco sobre o arroz doce, uma iguaria proveniente das Arábias. Ai vocês me perguntam: e porque o arroz doce está presente na homenagem à Espanha? Respondo: Porque ele chegou à Europa através da Espanha e de Portugal, se popularizou por lá e chegou ao Brasil como conhecemos hoje depois de ser considerado um doce fino próprio para dias de festas nestes dois países.
Então, vamos contar um pouco da sua história. Na verdade, não existem muitos registros sobre o surgimento do arroz doce. No Oriente ele começou a ser feito quando a cana da Índia chegou por lá. Os Orientais, grandes produtores de arroz, juntaram as especiarias à sua especialidade, criando o doce.
Como já falamos antes, a Espanha teve uma forte influência dos árabes, mouros e judeus. Portanto, muito de sua culinária se remete a essa influência, sendo o arroz doce uma delas. Os espanhóis queriam encontrar uma forma de aproveitar as sobras de arroz. Assim, criaram o “arroz com leche”, sendo as sobras, misturadas com leite, açúcar, canela e noz moscada.
O invento ficou tão bom, que se popularizou rápido, mas foi guardado para as ocasiões festivas. Esse costume também é preservado em Portugal. Dessa forma, o arroz doce veio para o Brasil e caiu no gosto de todos.
O arroz doce se popularizou tanto pelo mundo, que em Nova York existe uma doceria exótica especializada em arroz doce, a Rice to Riches. Lá você pode encontrar o doce com muitas misturas diferentes, como chocolate, frutas, coco ralado, gengibre, amendoim torrado, vinho, cachaça, queijo e muitas outras opções para incrementar seu arroz doce.
Os especialistas dizem que não se deve preparar o doce com leite condensado. Vários chefs afirmam que o sabor original vem do leite e do açúcar mesmo com as raspinhas de limão.
Experimente um sorvete de arroz doce na Colorê! Impossível resistir!
No próximo post, vamos começar nossa viagem por Portugal... Quase um pedacinho do céu! Aguarde!
Até a próxima!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alfajor

Depois de experimentar o Churros, preparar em casa, que tal aprendermos sobre mais uma delícia originária da Espanha?
 O Alfajor, tem sua origem na Arábia. Foi criado na Andaluzia e seu nome vem de “AL-hasu”, que significa recheado. Foi também chamado de “alajur” e era feito com amêndoas, mel e avelãs. Na Espanha, ganhou o nome de alfajor e se popularizou com a receita tradicional: farinha, açúcar, ovos, essência de limão e amêndoas, recheada com doce de leite e coberta com chocolate ou açúcar. No século XVIII, em Córdoba, era feita uma receita com duas bolachas de formato quadrado, unidas entre si por doce de leite e cobertas com açúcar. Era o tableta. Podemos dizer que este foi o pai do alfajor!
Como preparar a Taça Alfajor, servida na Colorê:
Em um prato de três divisões ou comprido, coloque um alfajor de sua preferência, uma bola de sorvete sabor alfajor (especialidade Colorê) e uma porção de doce de leite pastoso. Uma tentação! Sirva para seus amigos!
No próximo post, vamos falar sobre o arroz doce...
Até lá!